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As ordens que sustentam a vida

  • 28 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 28 de out. de 2025


A Abordagem de Bert Hellinger: As Ordens que Sustentam a Vida


A abordagem desenvolvida por Bert Hellinger (1925–2019), psicoterapeuta e filósofo alemão, conhecida como Constelações Familiares ou “colocar a família em cena”, parte de uma profunda observação dos vínculos invisíveis que unem os membros de um sistema familiar ao longo das gerações.


Hellinger dedicou décadas ao estudo de dinâmicas humanas, influenciado por diversas correntes — psicanálise, terapia primal, análise transacional e principalmente o trabalho com famílias e grupos. Sua proposta inovadora foi reconhecer que certos conflitos, sintomas e dificuldades pessoais podem estar relacionados a emaranhamentos sistêmicos, ou seja, lealdades inconscientes a membros anteriores da família que não foram vistos, honrados ou incluídos.


Em obras como “Ordens do Amor” (Ordnungen der Liebe, 1997) e “Ordens da Ajuda” (Die Ordnungen der Hilfe, 1999), Hellinger descreve princípios universais que regem os sistemas humanos e cuja observância ou violação afeta o equilíbrio e o fluxo do amor dentro das relações.


As Ordens do Amor

Segundo Hellinger, o amor flui de forma saudável quando respeitamos três leis fundamentais:


Pertencimento – Todos têm o direito de pertencer ao sistema. Nenhum membro pode ser excluído, esquecido ou desconsiderado sem consequências.


Ordem – Cada um tem um lugar e uma hierarquia natural, conforme sua chegada ao sistema (pais antes dos filhos, os mais antigos antes dos mais novos).


Equilíbrio entre dar e receber – Relações saudáveis mantêm um movimento recíproco de troca, especialmente entre parceiros.


Quando essas ordens são rompidas, o sistema tenta restaurar o equilíbrio por meio de repetições inconscientes — muitas vezes manifestas em doenças, conflitos ou sentimentos que não parecem “nossos”.


As Ordens da Ajuda

Nas Ordens da Ajuda, Hellinger amplia sua observação ao campo terapêutico, mostrando que ajudar também precisa seguir leis. O terapeuta, ou quem ajuda, precisa:


Ajudar apenas quando é pedido e com permissão.


Ajudar sem se colocar acima do outro, reconhecendo sua própria limitação.


Ajudar respeitando o destino e o caminho de quem recebe a ajuda.


Essas ordens garantem que o ato de ajudar não reproduza dinâmicas de poder, dependência ou invasão — mas favoreça o crescimento e a autonomia.


O Objetivo da Constelação

O propósito de uma Constelação Familiar não é culpar ou corrigir, mas revelar o que atua no inconsciente sistêmico.

Ao trazer à luz o que estava oculto — exclusões, segredos, perdas, inversões de papéis — o participante pode reconhecer o lugar de cada um e liberar o amor para fluir novamente.


No campo fenomenológico da constelação, surgem imagens que refletem movimentos internos do sistema. A compreensão não é apenas racional: ela acontece no corpo, nas emoções e na alma. O resultado costuma ser um sentimento de paz, pertencimento e reconexão com a própria vida.


Assista


📚 Referências


Hellinger, B. Ordens do Amor: um guia para o trabalho com constelações familiares. (1997)


Hellinger, B. Ordens da Ajuda. (1999)


Hellinger, B. A Simetria Oculta do Amor. (2001)


Weber, G. A Fonte Não Precisa Perguntar pelo Caminho: uma biografia de Bert Hellinger. (2005)


Por Celia Barboza

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CELIA BARBOZA

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