// Fisiologia do Afeto

Fisiologia do Afeto
Sou Celia Barboza.
Terapeuta integrativa há mais de 30 anos, especialista em BodyTalk System (CBP PaRama) e Constelações Familiares.
Meu trabalho é facilitar reencontros entre o corpo, a mente e a consciência, integrando conhecimento científico, pensamento sistêmico e percepção sensível.
Chamo essa forma de cuidar de Fisiologia do Afeto.
Não é um método novo. É uma postura diante do cuidado.
Uma maneira de estar com o outro, oferecendo o necessário — nem mais, nem menos — com presença, respeito e sem julgamentos.
Se você tiver alguns minutos, convido você a conhecer a história que me trouxe até aqui.
Uma história de curiosidade
Sou terapeuta desde 1991.
Na verdade, talvez desde antes.
Palavras, pra mim, são como mãos: abraçam, tocam, fazem massagem no pensamento; e este é um texto revisional, pois enquanto escrevo, verifico o percurso que me contorna e torna terapeuta.
Começou cedo, ainda menina, quando encontrei o livro "Suméria - a Primeira Grande Civilização"; um livro incomum, numa época em que os amigos estavam lendo "O Pequeno Príncipe". Definitivamente, ler sobre uma civilização avançada, datada do IV milênio a.C. foi impactante...
No entanto, os olhos brilharam quando li "Os Doze Trabalhos de Hércules" e me encantei com os mitos gregos. Então, quis saber mais sobre o Minotauro, a Hidra de Lerna, o Cérbero , o Olimpo e aquele monte de coisas sobre as gentes que habitavam aquele lugar...
Aquelas histórias me fascinavam, porque nelas habitavam forças maiores: arquétipos, símbolos e perguntas que continuam atravessando a nossa existência.
De modo intuitivo, eu percebia aquelas nuances na minha família, na minha história, nas relações; assim como, muitas batalhas míticas que aconteciam dentro de mim.
Bem mais tarde, eu aprendi o significado do termo auto investigação - era isso que eu fazia de forma absolutamente natural.
Eu via e pensava: "é isso!", embora não soubesse o que fazer com essa produção.
Novamente, a intuição me movimentava, e eu inventava de pintar tecido, fazer colagem, desenhos livres e ... escrever.
Talvez eu ainda não soubesse, mas escrever também era uma forma de escutar. E continua sendo.
Por muitos anos trabalhei em Recursos Humanos.
Até o dia em que parei diante do próprio nome da profissão e pensei:
"Humano... recurso?"
A pergunta ficou ecoando.
Foi ali que começou minha busca por outra forma de cuidar de pessoas.
Vieram então os primeiros estudos em práticas sistêmicas e integrativas.
A Hipnose Ericksoniana foi a primeira linguagem que me escolheu.
Milton Erickson dizia que "no veneno está o antídoto". Aquela ideia mudou meu olhar.
Passei a compreender que cada pessoa interpreta a própria experiência e que, muitas vezes, é justamente no desafio que a transformação encontra espaço para acontecer.
Um caminho que continua
Em 1994 aprofundei minha formação em Hipnose Ericksoniana e Programação Neurolinguística.
Depois vieram o Reiki, a Medicina Chinesa e diversas abordagens voltadas à integração corpo-mente.
Em 2006 conheci o BodyTalk System.
Foi um encontro decisivo.
Pouco depois deixei definitivamente os cargos corporativos para dedicar minha vida à Terapia Integrativa.
Mais tarde chegaram as Constelações Familiares, cuja delicadeza continua me encantando pela forma como revelam, sem violência, os entrelaçamentos que influenciam nosso corpo, nossos vínculos e nosso modo de viver.
Hoje atuo como Terapeuta CBP PaRama BodyTalk System e Consteladora.
Mas continuo me definindo da mesma forma:
uma curiosa incurável.
Sempre aluna.
Sempre aprendendo.
A Filosofia como eixo
Com o tempo, a Filosofia tornou-se o pilar que sustenta essa árvore de conhecimentos.
Ela me lembra que o ser humano existe em relação:
eu comigo,
eu com o outro,
eu com o mundo.
Ser é sempre relacionar-se.
Essa compreensão encontra eco no pensamento do neurobiólogo chileno Humberto Maturana:
"Tudo que vive, vive em relação."
Acredito profundamente nisso.
A vida é feita de vínculos.
O corpo também.
Quando suas diferentes partes conseguem voltar a dialogar, algo começa a se reorganizar.
Essa é uma das ideias que mais me aproximam do BodyTalk.
Ciência, simbolismo e sensibilidade
Também estudo Neurociências, Simbolismo, Essências Vibracionais, Fisiologia, Aromaterapia e Sound Healing.
No campo simbólico, utilizo o Tarô e o Maha Lilah como instrumentos de reflexão e percepção.
Além disso, danço os 5Rhythms, método criado por Gabrielle Roth, uma prática que me lembra continuamente que o corpo sabe caminhos que a mente ainda não encontrou.
Fisiologia do Afeto
Durante muito tempo procurei uma expressão capaz de traduzir meu trabalho sem precisar listar formações ou certificados.
Sempre achei difícil caber em duas páginas de currículo.
As abordagens que utilizo dialogam entre si.
BodyTalk, Constelações Familiares e outras práticas compartilham uma compreensão sistêmica da vida: tudo está em relação.
Com o tempo compreendi que meu trabalho não consistia apenas em ouvir histórias.
Era preciso escutar também aquilo que o corpo comunica, aquilo que a consciência revela no momento em que existe prioridade e permissão para isso.
Nem toda transformação acontece através das palavras.
Às vezes ela chega como um suspiro.
Outras vezes, como uma única lágrima.
Às vezes como uma noite de sono profundo.
Ou simplesmente como a sensação de voltar a habitar o próprio corpo.
Quando uma experiência encontra compreensão, o organismo ganha espaço para reorganizar-se.
O que parecia rígido torna-se mais fluido.
O que estava invisível pode finalmente ser integrado.
Cada pessoa vive esse processo de maneira única.
Não existe um roteiro.
Existe um tempo.
E existe uma sabedoria própria, que sabe quando cada tema pode emergir.
Foi dessa compreensão que nasceu a expressão Fisiologia do Afeto.
Não como um novo método.
Mas como uma forma de nomear uma prática construída ao longo de décadas de estudo, escuta e experiência clínica.
Mais recentemente comecei a chamar esse trabalho de arte terapêutica.
Porque arte é aquilo que não se repete.
Cada encontro é único.
Cada pessoa também.
No fim das contas, tudo pode ser resumido em uma frase muito simples:
Todos os sentimentos importam.
Eu importo.
Você importa.
E isso tem muito valor.
Meu trabalho é facilitar reencontros entre aquilo que sentimos, pensamos e somos, integrando ciência, energia e simbolismo em uma jornada de presença, autoconhecimento e transformação.
Assim tem sido.
Celia Barboza
@celiabarbozaterapeuta